Estilo de Vida de Bem Estar, Significado e Realização Pessoal. Menos ansiedade e estresse; mais respeito à Natureza e Propósito no mundo. Ao contrário do "normal" da correria e falta de foco, aqui nós usamos nossa mente e Natureza Interna para gerar Calma, Realização Pessoal e Felicidade Natural. - by Turi 🌻 | 🌎 'Seja a mudança que você quer ver no mundo' - Gandhi | 🌳 Assine para fazer parte:
Eu cresci em São Paulo achando que tinha algo errado comigo.
Sempre tive um coração poroso.
O que acontecia com a natureza me afetava como se fosse com alguém da minha família.
O sofrimento dos outros doía em mim como se fosse meu.
Eu me importava demais. Eu sentia demais — enquanto o mundo me dizia: "quem pensa ganha, quem sente perde". Como se a gente devesse 'não-sentir'.
Fui aprendendo, como a maioria de nós aprende, a me adaptar.
A ser "normal". Esse processo silencioso de normalizar o afastamento de si mesmo pra caber no mundo.
E eu fui me distanciando de mim, escondendo e amputando partes essenciais de quem eu sou. Sem perceber o preço que isso custa.
Só tinha um peso constante. Uma sensação de tristeza escondida que eu carregava todo dia. E isso tinha nome e tinha causa. Mas eu ainda não sabia. Achava que era "normal".
O que me salvou foi a natureza.
Não de uma vez, nem de forma dramática.
Foi indo ao parque estudar jardinagem duas, três vezes por semana. Colocando as mãos na terra. Estando com as plantas, com a chuva, com o sol — em todos os climas, em todos os estados.
E percebendo que algo em mim começava a respirar de novo.
Em 2010 criei a Peperômia — um projeto nascido dessa descoberta: que a reconexão com a natureza mexe em algo muito profundo em nós.
Comecei a ensinar, a criar jardins que cabem em qualquer lugar, a trazer meditação e desenvolvimento pessoal pra dentro do trabalho com as plantas.
Os resultados eram lindos — pessoas transformadas, depoimentos que faziam chorar.
E mesmo assim eu me sabotava, de novo e de novo, sem perceber como. Muitas vezes tomando decisões baseadas na lógica.
Como assim eu me esforçava tanto e andava pra trás?
Levei anos pra entender. Pra juntar os pontos. Pra perceber que não era falta de competência nem de dedicação.
Era um programa muito fundo que me impedia de prosperar exatamente quando eu buscava ser mais autêntica: a sensação de ser proibida de ser eu mesma.
Entender isso mudou tudo.
Hoje, chegando perto de cinco décadas de vida, olho pra trás e consigo ver com clareza o mapa do que percorri.
Com todas as pegadinhas da vida. Com os desvios, as quedas, as descobertas.
E é esse mapa que eu ofereço pra quem está pronto pra sua própria jornada.
Não como quem chegou em um destino final. Mas, sim, como guia.
Alguém que já andou por esse terreno, conhece as armadilhas, e sabe que do outro lado existe algo real: a liberdade de ser você mesma/o.
Como experiência. Viva.
É isso que eu chamo de Felicidade.
E é pra isso que eu estou aqui.
Bora Plantar Luz?
Turi